O que aconteceu
Os principais senadores democratas estão se opondo à versão mais recente da Lei de Clareza, um amplo projeto de lei de regulamentação de criptomoedas, devido a uma nova disposição ética que consideram insuficiente. A disposição, acordada pela Casa Branca, proíbe funcionários públicos e seus cônjuges de emitir ou patrocinar ativos digitais e designa o Departamento de Justiça como o único órgão de fiscalização. Os democratas criticam o mecanismo de fiscalização como muito restrito e ineficaz.
Por que importa para o mercado
A senadora Angela Alsobrooks (D-Md.) descreveu a fiscalização exclusiva do DOJ como "selvagem e sem seriedade", enquanto a senadora Elizabeth Warren (D-Mass.) chamou o projeto de "morto na chegada", argumentando que não impede o presidente Trump de lucrar com criptomoedas. As divulgações financeiras de Trump mostraram mais de US$ 1 bilhão em renda relacionada a criptomoedas em 2025. A data de término da disposição em 20 de janeiro de 2029 – o fim do segundo mandato de Trump – também atraiu críticas por proteger condutas passadas.
O projeto, que funde a supervisão entre os Comitês Bancário e de Agricultura do Senado, precisa de pelo menos sete votos democratas para ser aprovado. O líder da maioria no Senado, John Thune (R-S.D.), minimizou as chances de aprovação antes do recesso de agosto, embora tenha manifestado interesse em iniciar o debate. A senadora Cynthia Lummis (R-Wyo.), patrocinadora do projeto, expressou frustração, dizendo que os democratas não estão dispostos a aceitar compromissos.
O que os traders devem observar
Esforços estão em andamento para resolver o impasse. O senador Ruben Gallego (D-Ariz.) e o senador Thom Tillis (R-N.C.) estariam trabalhando em uma contraproposta à disposição ética. O assessor de ativos digitais da Casa Branca defendeu a disposição, argumentando que atacar a fiscalização do DOJ prejudica todas as leis federais de ética. O impasse deixa o futuro do projeto incerto à medida que a janela legislativa se estreita.
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