O que aconteceu
A administração Trump está avançando com sua agenda tarifária apesar de múltiplos reveses judiciais e crescente desconforto entre os republicanos. O Representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, disse ao Comitê de Finanças do Senado na quarta-feira que a estratégia comercial da administração permanece inalterada, mesmo com a mudança da base legal para as tarifas. "As autoridades específicas que esta administração está usando mudaram, mas a estratégia comercial não", disse Greer, prometendo continuar usando tarifas para reindustrializar a economia e proteger os trabalhadores americanos.
Por que importa para o mercado
Uma tarifa global de 10% imposta sob a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974 expira na sexta-feira, já que essa autoridade só permite tarifas por 150 dias. Espera-se que a administração mude para a Seção 301 da mesma lei, que Greer disse cobrir 99% do comércio dos EUA e é considerada mais durável legalmente. Uma tarifa de 25% sobre certos produtos brasileiros sob a Seção 301 entrou em vigor na quarta-feira, ligada por Trump à acusação do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro.
As tensões com o Canadá aumentaram depois que Trump impôs uma tarifa adicional de 50% sobre vinho e cimento canadenses sob a Seção 338 da Lei Tarifária de 1930, citando medidas comerciais discriminatórias. O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, chamou as tarifas de "violação direta" do USMCA e cancelou uma cerimônia conjunta para a Ponte Internacional Gordie Howe. Os EUA recusaram renovar o USMCA no início deste mês, embora o acordo permaneça em vigor até 2036.
O que os traders devem observar
Trump também alertou que medicamentos genéricos importados enfrentariam uma tarifa de 100% a partir de agosto de 2028, a menos que a produção se mude para os EUA. A política tarifária continua impopular: uma pesquisa YouGov descobriu que mais de 70% dos adultos americanos acreditam que as tarifas aumentaram os preços. O senador republicano John Cornyn expressou preocupação, dizendo que "tarifas sobre importações aumentam os preços dos produtos americanos". Apesar das dificuldades políticas, a administração não mostra sinais de recuar.
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